Ah se essa estrada falasse...

Foi tropeiro. Boiadeiro. Forasteiro. Foi turista. Foi família. Indo. Voltando. Pra ficar ou visitar. Ah se essa estrada falasse. Ela contaria o causo do Casarão. Essa prosa começou já faz um “cadim” de tempo e desde sempre respeitou a tradição. Foi o vô que ensinou pro filho, que ensinou pro neto e a história caminhou de geração em geração. Nossa prosa tem o som da roda d’água e um pouquinho de cachaça que vem ali do nosso engenho. Tem franguinho na panela que é sempre feito com muito zelo e esmero. Quitute não falta, porque comida vira festa, vira folia. E nesse “vira vira”, parecendo dança de quadrilha todo mundo vira poeta. Se quiser entrar nessa ciranda não precisa fazer cerimônia, “cê” já é de casa! Com toda rima abre espaço pra catira, toca a moda de viola, aqui não falta memória. Vem fazer nossa casinha virar um Casarão.